quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Eu e minha mania de Hitler, Stálin, Churchill e Roosevelt



Sou viciada em tudo que diz respeito à 2a. Guerra Mundial e seus principais protagonistas: Hitler, Roosevelt, Churchill e Stálin. Vivo buscando documentários a respeito do assunto e tenho dezenas de livros relacionados ao tema. Adoro. Na minha opinião, nenhuma obra de ficção é capaz de me seduzir e hipnotizar tanto quanto os relatos reais daquela fase da História Mundial.

Nesses últimos dois meses, gravei documentários espetaculares veiculados pela TV ESCOLA. Basta estar em casa para ligar a televisão e assistir a eles durante manhãs, tardes ou noites inteiras. Meu marido fala, em tom de piada, que acha que eu estou prestes a fundar um novo partido nazista.

Pois bem. Anteontem, estava eu em casa, à noite, em frente ao computador, fazendo um esforço enorme para ler, sem óculos, alguma coisa que não lembro bem o que era. Preguiça danada de levantar e procurar os ajudantes dos meus olhos.

Eduarda se aproxima de mim com um livro nas mãos e pergunta:

- Mamãe, como se pronuncia e o que significa essa palavra?

Olhei o livro e, com muita dificuldade para ler, pois estava sem óculos, respondi:

- FUHRER, significa LÍDER. Hitler era chamado FUHRER, na época da 2a. Guerra Mundial, na Alemanha nazista.

- Estranho, mamãe. Tem certeza? Aqui deveria ser algo como padre.

Peguei o livro novamente e, com um esforço ainda maior, tentei ler a palavra que ela me mostrava. Vi que havia me enganado. A palavra era FATHER, significando PADRE dentro do contexto da leitura.

- Vixi, filhinha! Eu não havia enxergado direito. É FATHER, que significa, nesse caso, PADRE.

Lá do quarto, ouvi meu marido soltar uma sonora gargalhada e dizer, quase chorando de rir:

- Mas é uma piada, viu! Eu tô falando que essa mania de ver filmes e ler livros sobre a 2a. Guerra Mundial está fazendo mal a você e ninguém acredita.

Até eu tive que rir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Estou lendo...

Terminei LIGHTNING, de Dean Koontz. Muito legal esse livro. E, como sempre, a sintonia em que estamos atrai o que lhe é semelhante. O livro é um romance que envolve viagem no tempo e ... visita a era de Hitler. Inclui até uma conversinha com ele e Churchill. AMEI!
E foi nesse papo fictício do personagem principal com Churchill que descobri que os seis volumes que comprei da série THE SECOND WAR, escritas pelo Sr. Charuto, deram-lhe o prêmio nobel de literatura de 1953. É considerada a mais perfeita descrição histórica e biográfica dos eventos que envolveram a II Guerra Mundial. Demais!

Os livros foram entregues nos EUA, na casa de meu cunhado, e vou pegá-los em fevereiro, quando for visitá-lo. Não existe a versão em kindle, infelizmente.

Agora, estou lendo STRENGTH IN WHAT REMAINS, de Tracy Kidder. Relato apaixonante de um jovem de etnia tutsi que foge do massacre étnico (Hutus x Tutsis) em Burundi, África, e vai tentar a vida em Nova Iorque. Não consigo parar de ler, de tão bom que é.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Gente que não desce redondo.

Há pessoas que, não importa o quanto a gente se esforce, JAMAIS passarão por nossa garganta de forma "redonda". Simplesmente, não dá. E, quando isso acontece, não adianta forçar a barra. Temos mesmo que evitá-las e pronto.

E aí, alguém pode perguntar: mas por quê? E a resposta poderia ser: porque esse tipo de pessoa dá voltas e voltas e, no final de contas, termina no mesmo lugar. Ela não evolui, apenas finge, tentando disfarçar a personalidade manca, defeituosa, mesquinha. E, para isso, entram em cena lindos sorrisos, puxação de saco, enfim, vale tudo.

Mas alguém também pode perguntar: mas não seria você que não evoluiu? Sim, eu também tenho que confessar: não, eu não evoluí! Não evoluí e jamais evoluirei se isso significa ter que fazer vista grossa para certas atitudes e palavras dessas pessoas. Não passam, não tem jeito.

E, quando alguém já macaca-velha como eu sou, com 47 anos BEM vividos nas costas, um olhar, uma palavra perdida no meio de uma torrente de frases dizem tanto quanto a declaração feita da forma mais proposital. A pessoa se desnuda na sua frente sem perceber, e o que você enxerga - ou mesmo sente - é pura pobreza de espírito. E aí, tome esforço para não vomitar ou fazer careta na frente dela. A vontade que dá é dizer ARRRRGH!

Sim, sou ainda tão primitiva. Nada tenho de superior, como já falei por aqui. Assim, torna-se difícil fingir a repulsa e disfarçar a ansiedade para sair de perto da pessoa.

Estar na presença dessas pessoas é sempre uma prova espiritual. O tempo todo parece que escuto o tic-tac da bomba da impaciência e intolerância ecoando nos meus ouvidos, anunciando a explosão iminente. E aí, eu corro longe, tentando evitar uma explosão e consequente lançamento de estilhaços naqueles que eu amo e nada têm a ver com isso.

Ê, luta insana essa que travo todos os dias com meus monstros, viu!

E... não! Este texto não foi feito pra ninguém entender. Apenas eu sei do que estou falando.