segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Escolhendo o filme adequado

Minha prima Andréa convidou minhas pequenas para ir assistir ao filme AMANHECER, da saga CREPÚSCULO. Iriam ela e as minhas duas filhas, uma vez que a Maria Fernanda, filha dessa minha prima, está viajando com o pai.

Como eu e Iran havíamos prometido ir com elas, Fernanda preferiu esperar para ir conosco, mas Duda resolveu ir antes com minha prima.

Ao chegar do filme, Duda comentou que havia cenas com muito sangue e quase que ela passou mal no cinema. "Mamãe, teve uma hora que eu pensei que fosse desmaiar, porque era sangue demais".

Preocupada com Fernanda, que é mais sensível em relação a visão de sangue, conversei com ela ontem à noite e disse:

- Filhinha, tem certeza que você vai querer mesmo ver o filme AMANHECER, mesmo sabendo que tem todo aquele sangue que Duda falou? Se preferir, em vez dele podemos assistir ao GATO DE BOTAS.

Ela ficou um pouco calada e, em seguida, falou sem qualquer tom de hesitação na voz:

- É, mamãe, podemos ir ver o GATO DE BOTAS mesmo.

Achei tão engraçado. No fundo, no fundo, minha pirulitinha ainda é um bebê.

...................

E por falar em bebê, olha só que foto linda meu marido achou hoje, na gaveta da mesa de trabalho:


Marcella (sobrinha), Nanda e Duda. Lindas de morrer!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mais dois livrinhos lidos

Estou numa fase meio baixa pra leituras. Acho que por conta da correria que estou vivendo e consequente cansaço físico e mental. Pego no livro e já estou caindo de sono e, mesmo quando consigo permanecer acordada, a dificuldade de concentração é tanta que desisto logo.

De qualquer forma, consegui terminar - aos trancos e barrancos - mais dois livros este mês de outubro:

1) THIS BOOK IS FULL OF SPIDERS, de David Wong:

Livro de ficção, envolvendo horror e comédia. Invasão alien de aranhas que usam humanos como hospedeiros, transformando-os em zumbis. Livro pirado demais, mas bem interessante. O problema é que tem tanto movimento e ando tão cansada que, por mais interessante que seja, não consegui me envolver muito. Ao final, já estava promovendo uma leitura super dinâmica e o fim ficou meio nebuloso porque as puladas de parágrafos por conta da impaciência prejudicaram o entendimento final do livro. 

Digamos que dei uma roubada legal na leitura. Mas o livro é interessante, engraçado e tenso, tudo ao mesmo tempo.

2) THE BOY WHO HARNESSED THE WIND, de William Kamkwamba e Bryan Meale.
Esse livro foi uma surpresa enorme. Eu o adquiri pelo Kindle porque estava bem cotado pelos leitores da AMAZON (como todos os e-books que compro). 

Iniciei a leitura e, embora interessante, o livro era meio devagar, morno. A leitura se desenvolvia lenta, descritiva demais e, mais esquisito de tudo, com páginas e páginas de descrição - feita pelo personagem principal - de circuitos eletrônicos, magnetos e tudo relacionado à criação de energia. E eu sem entender o porquê.

Até que, lá mais pra metade do livro, pimba!, descubro que o livro é uma história real. Conta a vida de William Kamkwamba, um garoto africano, que, impossibilitado de frequentar a escola por falta de dinheiro e massacrado pela fome causada pela seca em sua vila, resolve construir um moinho de vento para gerar eletricidade para a sua casa. 

William era curioso e tinha muita sede de aprender. Se questionava sobre o funcionamento de tudo, desde o rádio do vizinho até um carro que via passar. Além disso, tinha um talento enorme para engenharia elétrica. 

Como não podia estudar, passava o tempo em uma biblioteca improvisada na vila pobre em que morava, lendo tudo que lhe vinha às mãos. Ali, deu de cara com um livro que ensinava como criar energia. Colocou mãos à obra e, juntando objetos descartáveis jogados em ferros velhos e decartados pelos vizinhos, construiu um moinho de vento que permitiu gerar luz para sua casinha - ali, onde morava, todos dormiam bem cedo, quase junto com o pôr-do-sol, porque a escuridão era total.

O moinho foi um sucesso entre os habitantes da vila, que achavam que o garoto estava ficando louco quando o viam ocupado na construção daquela "coisa esquisita". Um dia, uma pessoa influente viu o moinho e, daí pra frente, sua vida mudou. 

A história de William está no youtube, em blogs e até na Wikipédia. Basta colocar o nome dele e vários links aparecem. Alguns vídeos do youtube mostram ele mesmo contando sua história de superação. 

O livro é muito legal, muito bonito, muito impressionante. Ao terminar de ler, lembrei daquela frase cujo nome do autor esqueci: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Discussão de Relação

Ontem, à noite, eu e Iran enfrentamos duas horas de DR com as crianças. Tudo começou quando Duda chegou ontem da escola e me mostrou o convite para a festa de aniversário, no próximo sábado, de uma amiguinha da escola. Assim que me entregou o convite, lembrei-a de que estava de castigo por ter se comportado mal e feito cena com o pai durante o almoço de domingo, na casa dos avós, quando ele lhe chamou a atenção - educadamente - por algo errado que estava fazendo.

Naquela ocasião, além de virar os olhos atrevidamente quando o pai lhe dirigiu a palavra, ainda deu uma rabissaca atrevida e foi se esconder em um dos quartos. Quando fui procurá-la para o almoço, encontrei-a de cócoras num canto do aposento. Recusou-se a almoçar, chamando a atenção de todos com a birra. Dei-lhe uma bronca rigorosa pelo comportamento patético, acrescentando que, a partir daquele momento, ficaria de castigo por 15 dias, sem poder sair de casa com ninguém a não ser conosco, os pais.

Acontece que não voltei a tocar no assunto depois que voltamos pra casa, e ela achou que eu havia esquecido do castigo - ou ela mesma esqueceu que estava de castigo. O fato é que me falou do aniversário com a maior naturalidade e ficou surpresa e magoada quando a lembrei do que havia ocorrido. As lágrimas começaram a correr. Pediu para que eu mudasse o castigo, de forma que ela pudesse ir pra festa da garota. Respondi-lhe que castigo é castigo; não se negocia, não se muda. O que tinha que mudar era o comportamento dela - até porque não era a primeira vez que ela aprontava uma dessas fora de casa.

Sentamos todos para jantar e, ao final, ela voltou a tocar no assunto. Não arredei pé. Ela recomeçou a chorar. Aproveitei para lembrá-la de que eu e o pai costumávamos atender todos os desejos dela, mas que ela continuava teimando em ser respondona, não aceitando um NÃO como resposta pra nada que pedisse.

E a DR começou. Levantamos o tapete de nossas relações e varremos dali a poeira que estava guardada fazia tempo. Discutimos a relação entre as duas irmãs e a relação entre pais e filhos. E foi bom. Como foi bom! Duas horas de discussão de relação intensa, mas , ao final, pacífica e amorosa. Às vezes, entremeada com um pouco de choro por parte das duas, ou por uma autodefesa mais acalorada - embora ilegítima -, típica de quem ainda nem cresceu mas já se considera dono de todas as verdades do mundo. Acima de tudo, pautada por extremo respeito por parte de mim e meu marido, que também soubemos escutá-las e fizemos o mea culpa quando elas nos apontaram os erros, pedindo desculpas e prometendo mudar nossos comportamentos em determinadas situações. E elas ficaram visivelmente felizes com isso. Sentiram-se importantes.

Mas o que mais me impressionou foi observar como minha filha mais velha é corajosa. Embora tentasse negar seus erros no início da discussão - não por falha de caráter mas, sim, por medo de ser mais repreendida -, Eduarda logo compreendeu o propósito daquilo ao ver seus pais reconhecerem seus próprios erros e pedirem desculpas. Assumindo a máxima de que vale mais o exemplo do que o preceito, passou a assumir suas falhas e confessou que precisa mudar em algumas coisas. Naquele momento, mais do que nunca, eu e o pai sentimos muito orgulho dela.

Nanda, ainda tímida, porém, acima de tudo, muito medrosa, manteve-se mais calada. Ao contrário da irmã, ainda é frágil e, devo reconhecer, sonsinha em algumas ocasiões. Muitas vezes, usa sua fragilidade para expor a irmã, durante as briguinhas tolas que travam no dia-a-dia. Nessas horas, apela aos prantos pela interferência de nossas duas empregadas. Na ausência de coragem de enfrentar a irmã de igual para igual - afinal, ambas possuem quase a mesma idade e tamanho -, prefere assumir papel de vítima. Exortei-a a ser mais forte e assumir suas posições, enfrentando a responsabilidade pelos seus atos. Sabemos que ainda vai levar um tempo para mudar, mas já notamos que precisa de nossa ajuda para ser lapidada nesse sentido.

Duas horas depois, a reunião, que começou de forma tensa, com choros e emoções exacerbadas por parte das duas pequenas, terminou de forma tranquila e com muitas risadas. Pairando no ar, aquele sentimento de alívio enorme que se segue à lavagem de roupa suja em família que tem bons resultados - e nem todas têm, não é verdade? Mas essa valeu a pena.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Filme francês: INTOCÁVEIS

Ontem, segunda-feira (10.09), fui ao cinema com meu marido assistir ao filme francês INTOCÁVEIS, com François Cluzet e Omar Sy. 

O filme é baseado em uma história real e alcançou a segunda maior bilheteria da história do cinema francês. Um aristocrata tetraplégico contrata como seu ajudante um negro problemático, meio delinquente.

Justamente por ser baseado em uma história real, o filme impressiona e emociona. Acima de tudo, faz jus à frase "Deus escreve certo por linhas tortas". Nesse caso, linhas tortíssimas.

E mostra que Deus sabe mais. Além do que o ser humano consegue enxergar como possível, Ele, que tudo vê e tudo conhece, articula as coisas de forma tão perfeita que extasia. Mesmo aqueles que se dizem ateus não podem assistir a essa película sem se questionar sobre a existência de uma providência Divina. 

INTOCÁVEIS: um dos melhores filmes a que assisti nesses últimos 5 anos.

domingo, 9 de setembro de 2012

Faz tempo...

Faz tempo que não venho por aqui. Estou longe de casa e parece que, com essa reforma, minha vida anda suspensa pela metade. Toda vez que penso em fazer alguma coisa, lembro que o que eu precisava para realizar aquilo está "lá em casa". 

Assim, pretendia voltar a pedalar, mas a bicicleta está lá em casa. Pensei em aproveitar a ida de um casal de amigos pros EUA pra enviar por eles uma foto num porta-retrato para outro casal de amigos queridos que mora por lá, mas a foto está em algum lugar lá em casa. Viajei pra Curitiba e pensei em levar meu sobretudo por conta do frio, mas ele estava guardado num armário impossível de abrir num quarto lá em casa. Quero voltar pra academia, que fica lá perto de casa. E assim vou levando.

Chato isso. Estamos bem instalados, confortáveis, mas, mesmo assim, saudade danada do nosso canto.

Pior é que o pedreiro atrasou a obra  mais do que devia. Enrolou-se com grana e a coisa tá andando a passos de tartaruga paraplégica. Tome paciência. Só rezando muito, viu!

Enfim, vou voltar a escrever somente quando voltar pra casa. Acho que, se tudo der certo e Deus ajudar, lá pra segunda semana de outubro a gente consegue voltar. Espero que eu esteja certa. Não tá dando mais pra ter paciência. Até porque não falta muito serviço grosso. O mais difícil, que era o telhado, já acabou. Agora, é terminar de por a cerâmica na sala e no terraço, pintura e os acabamentos do espaço gourmet que construímos. Está ficando tudo muito bom. 

Mas voltei aqui pra postar os últimos três livros que li nestas duas últimas semanas (é... devorei). Quero manter um histórico do que li, pra ver a média de livros lidos por ano.  

Não terminei anda Game of Thrones I. Estava na metade e parei. Difícil ler um livro tão grosso quando você já sabe a história toda porque assistiu à série. Embora seja um livro maravilhoso, o fato de conhecer como a história vai terminar tira um pouco do tesão da leitura. E, como já escrevi no post anterior a este, as duas temporadas da série foram muito fiéis - até agora - ao livro. 

O fato é que nestas duas últimas estressantes semanas - no trabalho, a barra tá difícil - li três livrinhos muito bons. Daqueles pra relaxar. Vamos a eles:

1) DARKEST FEAR, de Harlan Coben: já falei aqui que adoro esse autor. Os livros deles são de mistério, envolvendo crimes e investigações. Prende totalmente nossa atenção a cada página. Neste, mais um mistério para o detetive Myron Bolitar - vários livros do Harlan Coben tem o Myron como personagem.  Sem saco pra dar detalhes do livro agora, mas gostei demais.

2) WHISTLING IN THE DARK, de Lesley Kagen: também gostei muito. O livro é escrito em primeira pessoa, uma garotinha de 10 anos, e isso me fez lembrar muito o clássico de 1960 TO KILL A MOCKINGBIRD (O SOL NASCE PARA TODOS), de Harper Lee. Mas a temática é muito diferente. O livro de Harper Lee tornou-se um dos maiores clássicos da literatura norte-americana e aborda a questão racial - foi escrito a partir de memórias da família da própria autora -, e este trata de crimes cometidos por um pedófilo na cidade de Milwaukee, estado de Wisconsin, EUA. Mas é um livro também muito bom de ler e proporciona boas horas de distração.

3) THE GOOD GUY, de Dean Koontz: livrinho bom, leve, mas sem grande apelo. Mas eu precisava de algo assim para relaxar da rotina pesada do trabalho. Li neste final de semana. Comecei na quinta-feira (06.09) e terminei ontem, sábado (08.09). Devorei-o, mas foi uma forma de me desligar do mundo real um pouquinho. E consegui. Nessas horas de imersão, esqueço tudo ao meu redor. Meu marido olha pra mim e diz: "o livro tá bom, né?". O legal é que, como sabe que preciso desses momentos, ele não enche meu saco e me deixa na minha - amo esse cara. 

Pois é... só devo voltar aqui lá por outubro, depois que voltar pra casa.

sábado, 14 de julho de 2012

LUTAR OU SE ENTREGAR AOS DEMÔNIOS?

Quase sempre achamos que as barreiras mais difíceis que enfrentamos estão além de nós, e isso é um grande engano. Cada vez que deparo com certas situações em minha vida, percebo que elas se encontram dentro de mim mesma. E como são difíceis de ultrapassar, meu Deus!

Às vezes, tanta inquietação na alma, tanta pressa, tanta luta interior. Procuro o inimigo ao meu lado e o encontro dentro do meu coração. E dominá-lo exige de mim mais força de vontade do que qualquer outra luta com um inimigo real exigiria de força física. Algumas vezes, eu perco; outras, eu ganho. 

A maturidade me trouxe mais conhecimento de minhas limitações. Pra minha surpresa, não as encontrei em coisas triviais, como no aprendizado de alguma matéria ou ofício novo, ou no enfrentamento de um novo desafio. Isso eu tiro de letra. Mas dominar minhas paixões, meu gênio, minha inquietação, minha intensidade - sou superlativa em tudo, já falei por aqui -, ah!, isso, sim, me consome e desgasta de uma forma cruel.

Passamos a vida inteira lutando contra nossos demônios - e são tantos! Quando vencemos, acreditamos estar mais perto do paraíso. Até que novas tentações surgem e a luta recomeça. Junto com ela, o questionamento: achei que já tivesse superado isso... Quando falhamos, nos martirizamos ou, simplesmente, se formos suficientes sábios, nos reconhecemos eternamente imperfeitos. Isso não traz muito consolo, muito pelo contrário. Inquieta.

Estou em fase de teste pelo Cara lá de cima. Já saquei isso. Tentando passar, mas confesso que Ele está puxando brabo pro meu lado. Coisa demais ao mesmo tempo, e cada uma mexendo com um limite diferente meu. Não sei quando o resultado final dessas provações sairá. Batalho para passar em algumas, sem dúvida. Mas, em relação a outras, eu só desejo sucumbir e me deixar levar.

Que filha imperfeita você tem, meu Deus! 

sábado, 2 de junho de 2012

Minhas leituras

Faz tempo que não ando por aqui. Correria, correria, correria. Mas não ando parada nas leituras. Na verdade,  tenho alguns livrinhos para comentar por aqui. Como deixei acumular, não vou falar muito sobre cada um. Apenas dizer o que gostei e o que não gostei.

Seguem:

1) CATCH ME, de Lisa Gardner:


Gostei. Livro legal. Demorei a esquentar. Observe que usei o verbo na primeira pessoa, porque foi realmente eu quem demorei a engatar na história. Estresse, correria, sono... tudo me fazia largar o livro muito rápido. Não conseguia mergulhar fundo.

Mas talvez - e talvez mesmo! - o livro possa ter um início meio lento. A certa altura, no entanto, ele pega no tranco e ... UFA!, adquire uma velocidade...!

A personagem principal, Charlene, acredita que será assassinada em poucos dias, mais precisamente em 21 de janeiro. Contrata a detetive D.D. Warren para investigar o seu caso. O que faz ela acreditar em seu iminente assassinato é o fato de que suas duas melhores amigas também foram assassinadas no dia 21 de janeiro dos dois anos anteriores. O porquê? Ela não consegue entender.

A história segue entremeada de mistérios, com Charlene ora parecendo a vítima, ora dando pinta de principal suspeita. E confesso que fiquei tão envolvida que, a certa altura, passava batido em descrições longas de paisagens, a fim de chegar rápido ao fim. Meio que engoli algumas páginas, mas sem prejuízo do entendimento.

2) ODD THOMAS, de Dean Koontz:

Surpresa! Primeiro livro de Dean Koontz que não gostei. Lento, meio chatinho. O livro só esquenta no final, mas, até lá, é bem cansativinho. Mas reconheço que o personagem Odd Thomas é encantador e intrigante. Vê mortos, embora não consiga falar com eles. Mas sempre entende que essas aparições tem um motivo importante por trás. E a missão dele é resolver o mistério por trás dessas visões. 

Não chega a ser um livro muuuuito chato, mas é coisa demais escrita para uma história tão pobrinha. Se tivesse 50 páginas, talvez a balança entre tempo de leitura e conteúdo ficasse mais equilibrada.

3) THE LION, THE LAMB, THE HUNTED, de Andrew E. Kaufman:

Thriller psicológico muito bom. Amei esse livro. Eletrizante.

Após enterro de sua abusiva e psicótica mãe, com quem não tinha contato há muitos tempo, Patrick Banister depara, entre os pertences da falecida, com evidências de que aquela que o maltratou durante anos pode estar envolvida em um assassinato de uma criança ocorrido há mais de trinta anos. E seu tio pode ser cúmplice nessa história. 

4) INTERIOR CASTLE, de Santa Teresa de Ávila:

Iniciei semana passada a leitura desse livro. Reiniciei novamente esta semana. Não é leitura fácil, muito pelo contrário. Livro extremamente profundo, escrito por Santa Teresa, irmã Carmelita, que nasceu em 28 de março de 1515 (mesmo dia do meu aniversário) em Ávila, Espanha.

Depois venho aqui falar o que achei dele.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Defending Jacob


Pois é... mais uma vez envolvo-me com um livro e deixo "You're wearing that: ..." de lado. Não é que a leitura seja ruim - muito pelo contrário - mas é que toda vez que deparo com uma crítica legal a respeito de uma obra, bate aquela vontade irresistível de lê-la.

Dessa vez, o livro escolhido foi DEFENDING JACOB. Drama com temática adulta profunda, que gira em torno do assassinato de um adolescente de uma escola em certa cidade dos EUA. É narrada em primeira pessoa, na voz de Andy Barber, promotor designado para o caso. Jacob é seu filho, colega de escola da vítima, que se vê acusado de ter cometido o crime.

Enfrentando uma situação que, no seu entender, é totalmente injusta, Andy Barber, uma vez afastado do caso por óbvio conflito de interesses, inicia uma jornada para tentar salvar seu filho da prisão ou - pior - da pena de morte. Com esse intuito, passa a investigar possíveis suspeitos, entrevistar colegas de escola de seu filho e, também, a fuçar as redes sociais das quais Jacob participa. Em sua opinião, seu filho é um garoto absolutamente normal, com os dilemas e esquisitices próprios de todo adolescente, incapaz de ter cometido um ato tão frio e brutal. Nem mesmo ao confrontar suas opiniões pessoais com a impressão que os colegas de Jacob possuem dele - totalmente divergentes -, Andy é capaz de elaborar um raciocínio imparcial.

Paralelamente, a mãe do garoto, Laurie, é a única que consegue admitir a possibilidade real de seu filho ter cometido o crime. Rebuscando o passado, Laurie recorda fatos que, vistos sob essa percepção tardia, adquirem novo significado e muda a imagem de Jacob diante dela. Laurie, atormentada, desconfia de Jacob e entra em conflito com o marido.

O livro toca num assunto delicado: o relacionamento entre pais e filhos, mais especificamente aborda a questão de o quanto exatamente uma mãe e um pai conhecem suas crias. Embotados pelo amor incondicional natural da relação, muitas vezes não conseguem enxergar defeito algum naqueles que estão sob seus cuidados.

Impossível ler o livro e não pensar em quantos pais acham que sabem tudo sobre seus filhos e, na verdade, estão longe de conhecê-los com profundidade. Como Andy e Laurie, interpretam atitudes estranhas e antissociais de seus rebentos como normais pra crianças ou adolescentes de sua idade. Muitos insistem em ignorar sinais claros de transtorno de personalidade. É mais cômodo fechar os olhos às esquisitices do filho e acreditar que o tempo tudo cura e resolve. Mas, infelizmente, nem sempre é assim, e acabam pagando caro pelo desleixo e comodismo.

Reconhecer problemas em um filho é tarefa intragável para quem é pai ou mãe. Aquele que é o alvo maior de seu amor não pode ter defeitos. Para muitos, reconhecer falhas em suas crias é admitir um fracasso pessoal inconcebível; é cometer um ato de deslealdade. Não sabem eles que, muito pelo contrário, encarar de frente a situação com tudo que ela traga de transtorno é sinal de maturidade e amor; é a chancela de competência e responsabilidade que os fazem merecedores de serem chamados de PAIS.

Defending Jacob é um livro surpreendente. Vale cada página.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Atualizando...

Se existe algo que consegue me relaxar completamente é um bom livro. Quando me envolvo com um, entro numa espécie de estado de transe. Assim, se a correria diária é grande e estressante, apelo para um bom livro e minha mente se desliga totalmente. A leitura é meu mantra de relaxamento.

As três últimas semanas foram um bocado corridas. Não no mal sentido, pois nada de ruim aconteceu. Mas cheia de compromissos demais. Festas de aniversários, exames médicos, eventos escolares das crianças, demandas caseiras, enfim, um tanto de coisa para fazer e correr atrás que, se por um lado fez o tempo andar rápido, por outro me deixou meio tonta.

Para relaxar, então, deixei um pouco de lado o livro You're wearing that: understanding mothers and daughters in conversation, e li ... três livrinhos. Todos pertencentes àquele grupo de títulos que servem para espairecer, que nada exigem de muito raciocínio. Afinal, não dá para relaxar lendo um Ayn Rand, não é? Denso demais.

Vamos a eles:

1) HE WHO FEARS THE WOLF, de Karin Fossum

Thrillerzinho psicológico interessante, mas que não me trouxe surpresas. Nos primeiros capítulos, bem no início mesmo, já sabia quem era o assassino. Levada a essa conclusão por exclusão, porque, pelo menos pra quem é macaca velha como eu, a autora deixa tudo bem óbvio ao apresentar os personagens.

O final foi meio decepcionante. Repentino e ... sem graça. O livro está bem cotado na www.amazon.com. Das 33 avaliações, 15 são cinco estrelas, 14 são 4 estrelas. Mas confesso que esperava mais e, em certos momentos, ele se tornava arrastado demais. Mas não posso dizer que é um livro ruim. Apenas não me conquistou.

2) WATCHERS, de Dean Koontz.

Que livro legal! Dean Koontz é sempre surpreendente. Ele deixa a imaginação correr solta ao escrever seus livros e, então, tudo pode acontecer. WATCHERS é um livro delicioso e é impossível deixá-lo de lado uma vez que se começa a lê-lo. Fui envolvida totalmente por ele.

Einstein, um cão, personagem principal da história, é simplesmente adorável. Infelizmente, não dá para resumir o livro sem denunciar a trama. Portanto, não vou fazer isso, pois correria o risco de tirar a graça da descoberta pelo leitor no momento certo. Mas o livro é muito bom e me proporcionou ótimas horas de imersão total nesse mundo doido de ficção que só Dean Koontz sabe criar. Já falei isso aqui e repito: para ler esse autor, é necessário que o leitor aceite que tudo é possível, pois a ficção de Dean Koontz vai longe.

3) CHILDREN OF THE FOG, de Cheryl Kaye Tardif


Outro livro muito bom. Li em um dia e meio. Trata-se de uma investigação de assassinatos praticados por um serial killer, temperada com uma pitada de sobrenatural. Pra quem gosta do estilo, é um prato cheio. Eu gosto e realmente fiquei totalmente absorvida pela leitura. Daria 5 ou 4 estrelas fácil. Valeu a pena, e o final é muito bom.

Agora, voltar à leitura de You're wearing that: understanding mothers and daughters in conversation.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

The girl with the dragon tatoo

Pois é... acabei de ler o livro ontem. Gostei demais! Que livro bom. Dos melhores de mistério que li nos últimos tempos. Trama muito bem construída e que não decepciona no final. O mais legal é que fiquei envolvida de tal forma no livro que me senti como se tivesse sido transportada inteiramente pro local onde se passa a trama, a ponto de sentir saudade quando acabou. Vivi esses dias na Suécia.

Os personagens são apaixonantes, principalmente a principal: Lisbeth Salander, uma hacker gênio e com problemas sérios de relacionamento interpessoal. Uma das personagens mais interessantes e intrigantes que já vi em livros.

Descobri também que os três livros da série MILLENNIUM, da qual THE GIRL WITH THE DRAGON TATOO é o primeiro volume, não são continuação um do outro. Cada livro possui uma trama completa e independente e apenas os personagens se repetem nos outros dois volumes, envolvidos em outras investigações. Isso muda meus planos de ler a série toda imediatamente. Vou dar um tempo. Confesso que não tenho muita paciência para séries. Elas me cansam um pouco e preciso de um intervalo bom entre um volume e outro.

Mas THE GIRL WITH THE DRAGON TATOO é um ótimo livro. E volto a repetir: não assisti ao filme, mas duvido que ele consiga reproduzir com fidelidade todo o contexto psicológico por trás da trama.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Livros lidos nas férias

Durante as férias li um pouquinho. Quer dizer, não tão pouquinho assim, pois três livros durante vinte e poucos dias é até demais, né? Principalmente se você levar em conta que você esteve visitando os parques de Orlando no mesmo período.

Antes de viajar eu havia tentado ler Zeitoun, mas nem comecei, envolvida que estava nos preparativos para a viagem.

Mas consegui ler esses três. Vamos ver cada um deles:

1) TEARS OF THE GIRAFFE, de Alexander McCall Smith:


Livrinho leve, escrito num inglês tão básico e de forma tão ingênua que até parece livro pra crianças. Desconfio que a razão disso é que o autor nasceu no Zimbabwe, no continente Africano, e não estava interessado em rebuscar muito numa língua estrangeira.

Esse livro faz parte da série envolvendo a personagem Precious Ramotswe, uma detetive africana muito sensível e perspicaz que dirige a única agência de detetives do local. As histórias giram em torno dos trabalhos de investigação que recebe de seus clientes.

Eu já havia lido o primeiro livro da série: THE Nº 1 LADIES' DETECTIVE AGENCY - escrito da mesma forma ingênua - e gostei. Resolvi, então, comprar TEARS OF THE GIRAFFE, e o fiz há uns dois anos. Mas só agora resolvi tirá-lo da estante para lê-lo. Estou tentando tirar o atraso dos meus livros em papel. Desde que comprei o kindle só leio livros nesse dispositivo, e os títulos em papel ficam acumulando poeira nas minhas estantes.

Os livros dessa série são interessantes porque as histórias se passam na África, e, mesmo envolvidos na trama, acabamos indiretamente conhecendo um pouco os costumes e a forma peculiar de pensar daquele povo.

Enfim, é um livro leve, bom para passar o tempo. Nada rebuscado, nem mesmo o inglês, e nada de erudição literária.

2) FOREVER, A NOVEL OF GOOD AND EVIL, LOVE AND HOPE, de Jude Deveraux:

Esse eu achei na casa que alugamos, em Orlando. Comecei a folhear sem pretensão, acabei me envolvendo com o livro e ... li todo.

Romancezinho bobo, do tipo conto de fadas moderno, envolvendo bruxas e um espelho mágico que vê o futuro e só pode ser lido por virgens. O interessante é que a história se passa no século XX em pleno estado de Connecticut, EUA, e por isso não convence muito. É como se o enredo não combinasse bem com a época e o local. Mas, como eu adoro conto de fadas, acabei gostando da trama.

O final foi meio a jato, parecendo que o autor estava com pressa de terminar o livro e não queria perder mais tempo.Mas, como teve um final feliz, pra mim ficou tudo certo.

Também é um livro do tipo passatempo, pra quem não está a fim de pensar muito nem raciocinar demais com enredos mais elaborados.

3) PHANTOMS de Dean Koontz:

Bom... eu sou fãzona do Dean Koontz, né? Já li vários livros dele e gostei de todos. Já citei aqui que ele não deixa nada a desejar pro Stephen King, e não deixa mesmo.

Esse livro é muito legal. Prendeu minha atenção de uma forma que eu mal respirava. O início, então, é de arrepiar. Bom pra ler à noite, escutando o coração bater de medo. AMEI!

Mas é aquela coisa... os livros dele envolvem o sobrenatural, criaturas estranhas, pessoas sensitivas, paranormais. Então, tem que ler deixando a imaginação correr solta, aceitando que TUDO é possível.

Fiquei surpresa quando soube que foi adaptado pro cinema em 1998, tendo Ben Affleck no papel principal. Como que eu nunca tomei conhecimento desse filme? Vou tentar baixar no Torrent, agora que já li o livro. Gostei demais!

E agora...

4) THE GIRL WITH THE DRAGON TATOO, de Stieg Larsson.


Comecei a ler esse livro ontem. Já saiu o filme, mas não assistirei a ele enquanto não terminar o livro. Aliás, ainda não estou certa se o filme lançado engloba os três livros da série MILLENNIUM ou ainda serão lançadas as continuações.

Tenho o livro no kindle há uns dois anos. Aliás, esse é o primeiro da trilogia MILLENNIUM, e eu tenho os três. Os outros dois são: THE GIRL WHO PLAYED WITH FIRE e THE GIRL WHO KICKED THE HORNET'S NEST.

Na época em que os comprei, estavam estourando de sucesso. O autor (Stieg Larsson, escritor sueco) lançou o livro postumamente (ele morreu em 2004). Todas as críticas apontavam a série como espetacular.

Bom... bastou começar para verificar que é bom mesmo! Trama intricada, bem plotada, rebuscada, personagens bem construídos. O livro prende desde a primeira página. Estou gostando muito. Vamos ver como é a série toda. Depois volto aqui pra comentar, comparando o livro com o filme que leva o título do primeiro livro (THE GIRL WITH THE DRAGON TATOO).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Novo livro

Terminei de ler STRENGTH IN WHAT REMAINS, de Tracy Kidder. Gostei muito do livro, muito mesmo. E o que o torna mais interessante é que se trata de uma história real.

E aqui vai uma constatação: lendo sobre a vida de Deo, um tutsi de Burundi, pequeno país da África (considerado um dos mais pobres do mundo), é IMPOSSÍVEL não acreditar no que chamamos de PROVIDÊNCIA DIVINA.

A descrição da fuga de Deo durante o massacre protagonizado pelos hutus de Burundi - fuga esta que durou seis meses - nos deixa estupefatos diante de tantas "coincidências" que, no final de contas, permitiram que ele permanecesse vivo enquanto tantos outros - parentes e amigos - eram mortos de forma violenta e cruel. Não dá para atribuir tantos acontecimentos ao mero acaso. Alguém meteu o dedinho ali.

O livro se torna um pouco cansativo em seu final, que tenta explicar historicamente as origens e resultados do genocídio dos países Burundi e Rwanda. Embora seja uma ótima aula de história, pode cansar aqueles que só estão interessadas na descrição da vida do personagem principal do livro. Mas eu gostei muito.

Vou ler agora Zeitoun, de Dave Eggers, história verdadeira de uma família síria que vive em New Orleans, EUA, envolvida em dois grandes dramas: o furacão Katrina e a violência do preconceito contra estrangeiros árabes.