terça-feira, 20 de maio de 2014

Minha filha

Minha filha mais velha tem um espírito aventureiro, forte e resoluto como o meu. Personalidade forte como a da mãe. Mas tem dentro de si uma ternura e uma capacidade de empatia e compaixão que fazem meu coração explodir de orgulho. 

Eu a olho tão pequena e já tão forte e não posso deixar de sentir meu coração apertado. Sente tudo calada. E sofre com isso. Foi assim durante a separação. Ainda é assim agora. Tenta tomar pra si a tarefa de cuidar da mãe, dos cachorros, da irmã, da casa. E eu, disfarçadamente, para não castrar suas iniciativas, faço manobras pra tentar aliviá-la um pouco desse senso de responsabilidade. Porque ainda é muito pequena pra tanta carga. 

Ela é rabugenta quando quer ser. E torna-se quase inacessível nesses momentos. Exceto ... quando, exatamente nessas horas eu a puxo com amor e a beijo com toda a ternura do meu coração. Ela então se entrega e compreende que sua mãe sabe que ela tem momentos difíceis, mas que nem por isso se afasta ou a ama menos. 

Hoje, às 04h00 da madrugada, acordo com ela me chamando. Estava passando mal e havia vomitado o banheiro inteiro. Deitou-se tomada de calafrios. Voltou, então, a ser minha criança. A pequena que, embora tente tolamente negar, ainda precisa do carinho, cuidado e amor da mãe. E eu estava ali pra isso. Lavei o banheiro e deitei-me com ela na cama, abraçando-a. E ela se entrega totalmente, com medo - morre de medo de doenças -, mas segura. E então toda a fragilidade que existe ali dentro vem pra fora. E eu penso: ela parece tanto comigo! Precisa de muito pra derrubá-la. Mas que bom que quando isso acontece eu estou aqui pra acolhê-la dentro dos meus braços.

Deus, como eu amo essa criança!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Só pra mim

Reverti todos os posts deste blog pra rascunho. E assim será com todos.

sábado, 17 de maio de 2014

Aquele beijo



Eu quero tentar
sair e começar um novo dia
e te convidar
pra namorar na praça da alegria
há um filme de cowboy em cada esquina
um sorvete de morango, um caramelo
e o desejo de roubar aquele beijo
azul, rosa, branco e amarelo
Doce amor
se eu tiver que me perder que seja em você
se eu tiver por que sorrir que seja por você
se acontecer a dor, que seja por amor
Não quero pensar
eu quero outra vez ter quinze anos
só pra te abraçar
e esquecer o medo e os desenganos
há um risco de amor em cada esquina
um pivete, um malandro, um parabellum
e o desejo de roubar aquele beijo
azul, rosa, branco e amarelo


(Tavito)



Acho essa música linda. Ela lembra namoro. Mãos dadas. Tomar um sorvete juntos. Um cinema. Sair pra jantar ou almoçar juntos. Amigos e mais intimidade compartilhados. E intimidade é muito mais que tocar e ser tocada, é muito mais do que ter orgasmos. É chegar ao coração e, mais do que palavras, é falar e se entender com os olhos. E isso às vezes faz muita falta. 

Mas tudo tem seu tempo. Porque pra isso é preciso se entregar sem limites, não impor restrições. Pra isso é preciso paciência ... e não ter medo. 


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Adolescentes são ETs



Um dia, conversando com um amigo sobre como às vezes é difícil lidar com adolescentes, ele me sai com algo mais ou menos assim:  crianças quando chegam na adolescência são abduzidas e no lugar delas são colocados ETs. Depois, quando passa a adolescência, elas são devolvidas, já sem problemas.

Achei muito engraçada e espirtuosa essa colocação dele. Mais ainda por conta da expressão dele ao dizer isso. E toda vez que minhas filhas começam a "emperrar" na rabugice, eu lembro dele e morro de rir.

Outro dia, minha filha mais velha estava difícil de engolir. Olhei pra ela e disse:

- Dá pra voltar pro lugar de onde veio e devolver minha filhinha?

Ela olhou pra mim sem entender nada e perguntou do que eu estava falando. Contei a história e ela, que estava rabugenta, começou a rir também.

Devo uma a esse meu amigo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mãe, filhas e uma mesa de jantar

Ontem, quando cheguei em casa, preparei a janta e sentei-me à mesa, chamando as crianças para se juntarem a mim. A perereca mais velha, como sempre, já virou a tela da televisão para o lado da mesa, para que pudesse continuar assistindo ao filme enquanto jantava. Falei logo que nem pensar. Ela que desligasse a televisão porque eu as queria focadas no papo à mesa de jantar.

- Mas eu não tenho nada pra conversar, mamãe...
- Mas mamãe tem. Quero saber como foi seu dia, quero saber como está você...

Veio, mas de cara emburrada.

Mas conversamos tanto! Foi tão bom. Conversamos como três grandes amigas, mas também como mãe e filhas. Rimos de besteiras e também tivemos papo-cabeça. 

Surpreendi-me, acima de tudo, com a minha filha mais velha. Como está mocinha...! Os papos estão mais elaborados. Conclui bem um assunto, deduz coisas mais complexas. Parecia que eu estava conversando com um adulto realmente.

Foi uma jantar muito legal. Sem pressa, tranquilo, em paz. Amo muito minhas filhas. Amo estar com elas.  Amo conversar com elas. Amo beijá-las e abençoá-las antes de dormir.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Telefone-sem-fio

Olhem só o caso de telefone-sem-fio que aconteceu comigo, na segunda semana de dezembro, envolvendo quase toda minha família.

Tia Ilka, que mora em Natal, me liga. Meu telefone, como sempre, estava desligado, mas vi o recado e liguei de volta.

- É que o mensageiro do hotel me ligou dizendo que Duda ligou atrás de mim, dizendo que queria que eu depositasse uns dólares na conta de Veruschka. Só que eu não sei como fazer isso e não consigo falar com Veruschka.

- Tia, Veruschka falou com Duda, e Duda ligou pro hotel? Olha... né por nada não, mas acho difícil minha Duda fazer tudo isso. Ainda é uma criança.

- Pois é... eu liguei pra sua Duda e ela disse que não foi com ela que a Veruschka falou. Aí, eu tentei falar com a karla Kristine e não consegui.

- Mas o que Karla tem a ver com isso?

- Parece que ela sabe como resolver, mas não acho ela.

- Mas ela está aí em Natal, tia.

- É..., mas não está na casa de Ilna . Parece que está na Pipa e não consigo falar com ela nem com ninguém por lá.

- Tia... olha só... vou tentar achar Karla pelo twitter ou e-mail e peço para ela te ligar. Também vou mandar e-mail pra Veruschka e Alexandre, pois uma hora eles acessam e recebem o recado. É mais fácil do que por telefone. Mas não faça nada porque pode até ser um trote. Essa história de Duda está meio estranha.

- Tá bom... então eu vou esperar.

Nesse meio tempo, tive que ir até a casa de tia Icléa pegar uma coisa com tio Carlos. Chegando lá, conto a história e procuro saber se tia Icléa sabe de alguma coisa, pra poder ajudar tia Ilka.

- Minha filha, eu não sei de nada. Será que talvez a Karla pediu para Veruschka trazer algo dos EUA e a Veruschka está precisando que ela deposite o dinheiro antes?

- Huuuuummmm... é..., tem lógica. Pode ser isso. Pra falar a verdade, agora estou pensando que não entendi mesmo o que Karla Kristine tem a ver com isso tudo.

Fiquei matutando e liguei novamente pra tia Ilka.

- Ô, Tia, é que não entendi o que Karla Kristine tem a ver com essa história.

- É que mandaram um e-mail pro Miminho (Imis, meu tio, irmão de minha mãe e dessas tias todas).

- Ah!, sei!

Depois que deliguei o telefone é que fui me perguntar o que
Imis tinha tinha a ver com aquele rolo. Continuei na mesma.

Como eu havia esquecido o celular na casa de tio Carlos, onde constava o telefone de tia Ilka, não tive como ligar imediatamente pra tentar obter novos esclarecimentos . Mas também confesso que já estava com dúvidas se ela conseguiria esclarecer as coisas pra mim.

Karla continuava incomunicável. Preferi, então, esperar o e-mail de resposta da Veruschka, que apareceu em minha caixa no dia seguinte. Explicou que o Travel Money dela foi criado por Karla, e, por isso, tia Ilka tinha que entrar em contato com Karla para fazer o depósito. Veruschka disse que havia falado com Duda porque era a única pessoa on-line naquele momento para falar com ela.

Duda??? Poxa vida, pensei, eu havia falado com minha filha a respeito e ela afirmou categoricamente que não tinha falado com Veruschka nem por telefone nem por e-mail nem por msn. Como Veruschka continuava afirmando que havia falado com Duda?

Escrevi outro e-mail pra Veruschka, dizendo que a história estava esquisita e havia algum problema sério ali. Minha filha jurava que não havia falado com ela em momento algum. CUIDADO! Isso podia ser um trote ou algo assim. Pensei que alguém podia ter se passado por minha filha pra tirar dinheiro da Veruschka. O que estava acontecendo, meu Deus?

Aí, veio a luz em forma de e-mail: Veruschka me explica que Duda era a AMIGA dela (Veruschka), que estava on-line no momento e ligou pro hotel e falou com o mensageiro do Ocean.

Pode um rolo mais idiota? Acho que isso só acontece na minha família, porque só dá doido. Só as pessoas da família de tia Isis não foram envolvidas nesse rolo. Para preencher essa lacuna, como quem conta um conto sempre aumenta um ponto, dou meu toque pessoal à história: ninguém achava Karla porque ela estava em Tambaba, fazendo nudismo com tia Isis.

Minhas filhas

Ontem, eu precisava ficar até tarde no trabalho. Dois relatórios importantes pra fazer.

Toca o telefone. O pau comendo em casa entre minhas duas pequenas. Motivo? Fútil como sempre. As duas, no limite da histeria, se revezavam ao telefone comigo. Cada uma que gritasse mais que a outra. Enquanto uma se queixava ao telefone, a outra gritava ao lado se defendendo. Depois trocavam de lugar. 

Falei calma e pausadamente, firme como nunca fui, exortando-as a se calarem e pararem de implicar uma com a outra. Disse que estava indo pra casa e ai delas se a confusão não tivesse parado. Mas o pau e a gritaria do outro lado do telefone estava feio. Eu juro que não sabia se ria ou chorava. Levantei, olhei pro guarda que havia escutado minhas broncas e estava rindo - éramos apenas eu e ele no local -, caí na risada e fui embora desolada, preocupada porque havia prometido a meu chefe terminar os dois relatórios ontem.

Quando cheguei em casa, estava uma trancada no quarto estudando e a outra no quarto, enrolada nas cobertas, mexendo no celular. Ambas desconfiadíssimas. Entrei no quarto de estudos, beijei a testa da mais nova e disse:

- Boa noite, minha filha. Já jantou? 

- Ainda não, mamãe. 

- Venha aqui que mamãe faz algo pra você comer.

Entrei no quarto, beijei a testa da mais velha. 

- Já jantou, meu amor?

- Não.

- Venha comer algo, então.

Conversamos enquanto elas comiam. Depois fomos dormir. 

Amor, paz e tranquilidade são energias fortíssimas.  

sábado, 22 de março de 2014

Livro chato


Hoje, 90% dos livros que leio são comprados na Amazon, pelo Kindle. Quase 100% na língua inglesa.  Não faço isso por pedantismo, pra tirar onda de inteligente. Tem gente que me olha de nariz virado quando cito livros que li em inglês. Eu, hein! É apenas uma forma de manter-me em contato com o inglês e melhorar o vocabulário, já que no dia-a-dia não tenho como praticá-lo.

Entro, então, na Amazon, vejo os títulos mais vendidos e mais bem cotados (4 ou 5 estrelas) e compro. Outra maneira de escolher bons livros é consultar as listas que a livraria virtual oferece: melhores do mês, melhores do ano, mais vendidos etc.

Foi assim que o livro acima veio parar no meu kindle: quatro estrelas e prometendo um thriller emocionante.

Só depois que comecei a ler é que soube que o autor, na verdade, é J.K. Rowling, autora da série Harry Potter, assinando a obra sob o pseudônimo Robert Galbraith. Confesso que, se tivesse sabido disso antes, não teria adquirido o livro. Pela simples razão que não acredito muito que escritores de séries longas de sucesso sejam bem sucedidos em outras obras diferentes. Preconceito meu, eu sei; mas não erraria se tivesse seguido meu instinto desta vez.

Porque o livro é chatinho demais. Devagar, entediante. A autora se perde em páginas e páginas com descrição de lugares, personagens e cenas de crime. E a coisa não desenvolve. Estou com menos de trinta por cento do livro lido e já penso em fazer algo que odeio: largar sem terminar de ler. Ah!, como isso me frustra!

Chateada porque o ranking da Amazon o aponta com quatro estrelas, decidi ver os comentários de quem deu três ou menos estrelas. Bastou pegar três comentários, mas vejam que  reclamam da mesma coisa que eu: devagar, amador, entediante. Tudo que falei aqui.
Agora, só me resta tentar insistir um pouco até alcançar o final. Mas vai ser um exercício de paciência, viu!!!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Cachorros, cinema...

Tenho dois cachorros: um poodle (Puppy) e uma blue heeler (Loba). Por conta desses dois tem sido uma aventura chegar em casa à noite. 

Basta aproximar o carro do portão que ambos correm pra cima esperando eu abri-lo. Quando o faço, eles fogem e haja esforço para trazê-los de volta.

Antes, era somente Puppy quem fazia isso, e mesmo assim voltava rapidinho, antes de o portão fechar. Agora, a vagabunda da Loba está imitando o irmão. E como é difícil trazê-la de volta! Como todo mau exemplo é facilmente seguido, Puppy agora resolver extender os passeios e fica um tempão lá fora. Por estar muito velho (13 anos), quase cego e totalmente surdo, não escuta nossos apelos pedindo para voltar. Eu e minhas filhas, então, iniciamos uma busca cansativa dos fugitivos dentro do condomínio. E quanto mais atrás vamos, mais eles se distanciam. Como todo cachorro esperto faz.

Ontem, quando cheguei à noite, ainda tentei impedir Loba de sair, mas ela me deu uma rasteira feia e fugiu. Foi um sacrífício para trazê-la de volta. Mas Puppy foi ainda pior. Depois de penar com Loba e conseguir trazê-la pra dentro de casa, cheguei a fechar o portão e ele nada de voltar. Tive que ir atrás. Quanto mais chegava perto, mas longe ele ia. Até que ficou um momento de costas, na casa de uma vizinha, e, como é surdo, não me escutou chegar por trás e agarrá-lo pela coleira. Deu um pulo de susto que não sei como não morreu.

Eu não sabia se ria ou matava ele. A vizinha ria e eu caí na gargalhada também, por conta do susto que ele levou. Queria matá-lo, mas só fazia rir muito. 

Esses meus cachorros estão bandidos demais! E Loba está numa cara de pau pra fugir que vou te contar!

domingo, 16 de março de 2014

Tia doidinha - mas eu amo! Fazer o quê, né?

Hoje, quase morro de rir com minha tia e madrinha, irmã de minha mãe, que mora em Natal.

Liguei à tarde pro telefone dela de casa. Tocou, tocou e nada de ninguém atender.

Depois de muito tocar caiu na caixa de mensagens. A gravação diz: "Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal ..."

PIIIIIIIIIII!!

Aí, entra a voz de minha tia dizendo: "Gostaria de obter a segunda via da minha conta do mês de dezembro. Obrigada!"

KKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkk

Postei a história no grupo do whatsapp da família e pedi a meus primos, filhos dela, e a minha tia, irmã dela - que mora perto dela -, pra retirar a gravação.  Minha tia ligou pra ela, que disse que devia haver um engano.

Meu primo, filho dela, também ligou e ela disse a mesma coisa.

O povo achou que eu estava maluca. Liguei novamente, gravei a conversa e postei no grupo.

O pior é que liguei pra ela e fiz com que ouvisse a gravação, mas ela continuou negando que era ela.

- Essa voz não é minha e eu não liguei pra ninguém pedindo conta de nada.

O problema é que a voz era dela sim, inequivocamente.

Ah!, mas eu já ri com essa história!!! Como eu ri! Amo essa tia com toda força do meu coração, mas que ela tá doidinha, ah!, isso tá!

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Mudando de assunto, porque não posso deixar de comentar: o sol resolveu dar o ar da graça desde quinta-feira. Quando saí pro trabalho, não havia uma nuvem sequer no céu. Fiquei tonta com a beleza do dia. Eu já estava mofando com tanta chuva. Coloquei uma música bem alta no carro e fui dirigindo cantando, parecendo louca.

De lá pra cá, dias lindos de tirar o fôlego.

Amo o sol!! Este final de semana foi MUITO BOM, mas melhor ainda graças a ele.

quinta-feira, 13 de março de 2014

LIVROS ÓTIMOS

Li três livros de dezembro pra cá. Queria ter lido mais, porém a coisa foi meio HARD nesse período. Agora é que estou com cabeça ótima pra leitura. E então, acabei de ler três ótimos livros. Seguem:

1) WHEN BAD THINGS HAPPEN TO GOOD PEOPLE, de Harold Kushner:



Harold Kushner é um rabino americano que perdeu um filho aos 16 anos de uma doença chamada PROGERIA. Aquela que faz com que a pessoa envelheça em poucos anos, com o paciente apresentando todos os sintomas de envelhecimento precoce desde a mais tenra infância.

O livro é uma tentativa de explicar o porquê de coisas ruins acontecerem com pessoas boas. Eu AMEI o livro. Procurei por ele quando uma amiga do trabalho sofreu um acidente sério em outubro do ano passado (2013) e, nele, perdeu o marido, a filha e um casal de amigos. Ela mesma ficou em coma por um bom tempo. 

Pretendo falar sobre esse livro depois, com mais detalhes, mas agora não está dando. Muita correria, como sempre. Mas vou falar sobre ele, particularmente sobre o capítulo 5, que me tocou muito.

Existe a versão em português!

2) PLAN B: WHAT DO YOU DO WHEN GOD DOESN'T SHOW UP THE WAY YOU THOUGHT HE WOULD, by Pete Wilson.



Escrito por um pastor americano chamado Pete Wilson, que fundou a igreja cristã Cross Point Church. Pete Wilson é um homem bem novo, bonitão, e com um poder incrível de articular palavras que falam sobre Deus. Esse é um dos livros mais legais que já li nos últimos tempos. 

Tão bom que eu, que nunca leio o mesmo livro duas vezes - assim como nunca assisto ao mesmo filme mais de uma vez -, o mantive no kindle para consultá-lo esporadicamente. 

Soube do livro em novembro do ano passado, quando um amigo do trabalho comprou a versão em português e, sabendo que eu gostava de ler, perguntou-me se eu já o havia lido. Comprei-o pelo kindle na Amazon no mesmo dia. Mas só comecei a ler no final de janeiro deste ano. 

Nada é por acaso. Tive conhecimento dele na hora certa. E o li na hora mais que certa. Que livro bom! Estou usando ele para ajudar-me na meditação e estudos do Retiro Quaresmal que estou fazendo com os Jesuítas. 

Existe a versão em português!

3) A STREET CAT NAMED BOB, de James Bowen:


Outro livro encantador. Realmente, só li coisa boa de dezembro pra cá - tá... lembrando que se   trata do MEU gosto. Tive conhecimento desse por minha tia. Estive na casa dela e vi a versão em português do livro sobre a mesa. Perguntei se era bom e ela disse que estava adorando. Assim que cheguei em casa, comprei pelo kindle.

James Bowen, o autor, era um homeless, drogado, que vivia vagando pelas ruas de Londres. Encontrou um dia no corredor do seu prédio um gato amarelo, a quem deu o nome de Bob - esse lindão da capa do livro. Procurou seu dono, mas nunca o encontrou, pois, ao que tudo indica, Bob sempre foi um gato de rua. A relação que se estabelece entre eles é simplesmente emocionante. Bob salvou a vida de James. O livro me fez pensar em quantos e quão diferentes são os instrumentos que Deus usa para interferir em nossas vidas e nos salvar. Bob foi o instrumento que Deus usou para salvar a vida de James. 

O autor já escreveu outro livro que também está vendendo muito: THE WORLD ACCORDING TO BOB: THE FURTHER ADVENTURES OF ONE MAN AND HIS STREETWISE CAT. Não pretendo ler esse porque, como já comentei aqui outro dia, não gosto de ler livros seriados, do tipo GAME OF THRONES I, II, III, IV, V, VI ... CCC etc.

Como já disse, existe a versão em português!

Adquiri vários outros livros pelo kindle agora em fevereiro. Um deles é 12 YEARS OF SLAVE, de Solomon Northup, origem do filme de mesmo nome (12 ANOS DE ESCRAVIDÃO), ganhador do Oscar. Não sei se já há o título em português. Comprei-o numa super promoção pelo kindle: apenas US$1,00!


E hoje mais uma autora desconhecida veio ao meu conhecimento por intermédio de uma amiga: Chimamanda Ngozi Adichie. Nigeriana, vencedora do Orange Prize pelo seu livro HALF OF A YELLOW SUN, ela já esteve no Brasil, na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), em 2008, mas passou meio invisível. Ficou famosa mesmo depois que Beyoncé "sampleou" uma palestra dela (TODAS DEVERÍAMOS SER FEMINISTAS) em seu último disco.

Já coloquei dois livros dela na minha Wish List da Amazon e pretendo comprá-los as soon as possible.

E acho que existe a versão em português do HALF OF A YELLOW SUN.

Espero que gostem das dicas.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Contando carneirinhos

Na semana passada, fui à noite com minhas pequenas assistir ao filme ATIVIDADE PARANORMAL não-sei-quanto. Filme pesado, mas, na minha opinião, TRASH como todos os anteriores. Mas, pra crianças, é adrenalina pura.

Na madrugada daquela noite, um vizinho espírito-de-porco resolveu andar com seu cão labrador solto dentro do condomínio. A cada volta, o cachorro inventava de encrencar com minha cadela no meu portão. Um barraco dos infernos.

Não notei, a princípio, que eram dois cachorros se insultando. Achava que era só minha Loba. Depois de brigar várias vezes com ela, resolvi sair e ver o que era. Foi quando vi o cara com o cão. Acho que ele ouviu eu reclamar da Loba e sumiu. 

Mas, daí por diante, todos acordados dentro de casa. Minha filha mais velha me pergunta o que está acontecendo e eu explico. Ela volta a dormir. A mais nova veio até minha cama com voz de choro dizendo que não conseguia dormir. Perguntei se ela queria ficar em minha cama comigo e ela aceitou. Acariciei sua cabecinha um pouco e depois tentei pegar no sono.

Daqui a pouco, com voz chorosa ela reclama:

- Mamãe, não consigo dormir! 
- Amor, lembra que mamãe te ensinou a rezar um terço? Tente rezar. Daqui a pouco vem o sono.

Passou mais uns minutos e ...

- Mamãe, não tem jeito. Já rezei quase a metade de um terço e nada.

E eu, já meio desesperada porque não conseguia engatar no sono por conta dela, disse:

- Vamos fazer o seguinte: Você vai fechar seus olhinhos e vai se encontrar sentada debaixo de uma árvore. Na sua frente, um descampado imenso e, no meio dele, um cercado com vários carneiros. Eles querem fugir do cercado e vão pular a cerca. Você vai prestar atenção e contar cada carneiro que pular a cerca, ok?

- Tá bom...

No dia seguinte, acordamos as duas juntas. Com carinha de sono, ela olha pra mim e diz:

- Mamãe, esse negócio de contar carneiros funciona mesmo. Contei 250 e depois não lembro mais nada. 

Eu tive que rir. Amo muito essas coisinhas.