domingo, 26 de julho de 2015

Brigas entre filhas

Minhas filhas fazem tudo juntas. Foi pra isso que desejamos tê-las com intervalo bem próximo uma da outra. Assim, brincam juntas, tomam banho juntas, jantam juntas, vão juntas pra casa das amiguinhas e pras festinhas, dormem no mesmo quarto, enfim, estão sempre coladas uma na outra.

Eu e meu marido achamos isso até bonitinho... até que surgem os arranca-rabos. Proximidade demais gera conflitos também. O problema é quando esses conflitos são de natureza totalmente ... infantis - tá..., não poderia ser diferente, né? Afinal, são crianças. Mas é que, algumas vezes, a coisa é irritante.

Vejamos duas situações ocorridas recentemente:

1) Ambas dentro do box, tomando banho juntas, como sempre fazem. Geralmente, o banho é recheado de cantorias, piadas e muita gargalhada. Mas, um belo dia, Duda resolve sair do banho antes da Nanda. Esta, então, resolve implicar. Segura a porta do box para a irmã não sair. Começa a choradeira e gritaria.

Pro azar de ambas, calhou que, nesse momento, eu resolvi ligar pra casa para perguntar alguma coisa a alguém. Pelo telefone, escuto a gritaria. Barraco total!

Pergunto à babá delas o que está acontecendo. Quando ela me explica, não consigo acreditar. Chamo a Duda, que vem aos prantos tentar explicar o que está ocorrendo. E se derrete em acusações contra a irmã implicante.

Chamo a Nanda, que, também, já vem aos prantos e já se desculpando, sabendo que fez merda, dizendo que já abriu a porta do box e deixou a irmã sair - o que era bastante óbvio, visto que sabia que eu estava chamando Duda ao telefone.

Dou-lhes uma bronca daquelas, ameaço deixá-las de castigo até a idade adulta, sem sair pra canto algum, e desligo o telefone.

2) Dia: hoje. Cenário: meu marido, no trabalho. Toca o telefone. Duda aos prantos dizendo que está tentando escutar música no computador (via youtube) e Nanda implicando, dizendo que precisa estudar e não consegue fazer isso com a música tocando.

Duda diz que tentou fechar a porta para Nanda não escutar a música. Nanda não deixou Duda fechar a porta. Uma empurra a porta para fechar, e a outra se interpõe no caminho impedindo a porta de bater. Nesse vai e vem, Duda machuca o dedo na porta e o barraco atinge proporções enormes.

O pai dá uma bronca na Duda e manda chamar a Nanda. Esta chega aos prantos ao telefone e diz que já falou pra irmã que não precisa fechar a porta, pois ela consegue estudar com a porta aberta e a música tocando. O pai lhe passa uma descompostura e ela passa a piar baixinho.

É impossível não rir quando deparamos com essas situações. Hoje, eu e meu marido, sozinhos - e bem longe delas - gargalhávamos lembrando dessas histórias. A sorte é que essas situações "seríssimas" de conflito jamais terminam em pancadaria. Nunca ousaram levantar a mão uma contra a outra. Damos graças a Deus por isso. Eu e o pai morreríamos de desgosto se apelassem pra agressão física. Mas acho que elas sabem que, se isso acontecesse, a coisa iria ficar realmente feia pra ambas. Talvez, tivéssemos que ampliar a extensão do prazo de proibição de sair para até os 50 anos de ambas.

Brincadeiras à parte, o tipo do castigo não assusta tanto quanto o tom que eu e o pai delas usamos para decretá-lo. Isso é que faz toda a diferença.




Nenhum comentário: