domingo, 26 de julho de 2015

Gina Girina

Fui com meu marido e filhotas a Pirenópolis, cidadezinha deliciosa no interior de Goiás, que fica a 150 km de Brasília. Costumamos viajar pra lá nos feriados prolongados ou quando queremos nos afastar um pouquinho da rotina de cidade grande.

Na madrugada de sábado - mais ou menos 05h00 - sinto uma coisa gelada subir pelas minhas pernas, debaixo dos lençóis, com uma velocidade tremenda. Dei um duplo mortal carpado por cima do meu marido e, não sei como, cheguei ao interruptor de luz que ficava do outro lado do quarto.

Meu marido, assustadíssimo:

- Que foi, meu amor? Que foi, meu amor? Que houve? Que houve?

- Um bicho, um bicho subindo pelas minhas pernas.

Mas não sabia dizer que bicho. Parecia cheio de pernas quando esteve em contato com minha pele. Eu tinha certeza que era uma aranha.

E tome procurar a criatura dentro do quarto. Eu tinha certeza que não havia sido um pesadelo. A sensação foi real.

Depois de levantar lençóis, travesseiros, malas e tudo que tinha no quarto, meu marido achou uma rã debaixo do criado mudo.

E tome essa rã pular no quarto, com meu marido atrás dela.

A essa altura, as meninas estavam em festa, excitadíssimas com a caça.

Meu marido queria matá-la, pois estava com medo também - ele odeia bichos desse tipo! - , mas pedimos clemência pra criaturinha, a quem batizamos carinhosamente de Gina Girina. Até desodorante esborrifou em cima da pobre e ... nada! Descobrimos que rãs gostam de desodorante - aranhas não gostam, porque meu marido usou a mesma tática com uma aranha, em outra ocasião, e ela morreu.

Depois de muito pula pra cá, pula pra lá, conseguimos expulsar Gina do nosso quarto.

Voltamos a dormir tranquilos. Quer dizer.... nem tão tranquilos.

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