domingo, 26 de julho de 2015

O prazer de aprender

Este ano minhas filhas estrearam em outra instituição de ensino, mais rígida, mais puxada.
Sempre foram ótimas alunas no colégio anterior, só tiravam notas excelentes, mas eu e meu marido sabíamos que poderiam sentir certa dificuldade nesse em que estão agora. A fama de rigidez da nova escola é grande.

Ontem, ao chegar em casa, à noite, minha pequenina de 7 anos veio ao meu encontro, quase chorando, visivelmente contrariada porque não conseguiu fazer algumas partes dos deveres de matemática. Assustada também, porque nunca deparou com essa dificuldade no outro colégio. Ela e a irmã sempre faziam as tarefas sem qualquer dificuldade, e eu e meu marido quase nunca precisávamos interferir ou ajudá-las em algo. Esse, aliás, foi um dos motivos por que as tirei de lá. Achei que não eram exigidas o suficiente, de acordo com a capacidade delas.

Sentei com ela e, na maior paciência e amor, expliquei-lhe como fazer o dever. De quebra, adicionei outros exercícios aos que ela já estava fazendo, somente para reforçar o aprendizado. Sob meu olhar atento, resolveu o primeiro problema de forma certinha, e seu rostinho se iluminou com um sorriso lindo de descobrimento e alegria. Ao ver aquilo, eu, que nunca consegui entender o porquê de alguém gostar da profissão de professor de crianças - que sempre achei um saco, cansativa, desgastante -, passei a entender essa preferência. Definitivamente, não há nada mais lindo do que a luz da descoberta e do aprendizado refletida no rosto desses pequeninos.

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