domingo, 26 de julho de 2015

Odiar é diferente de não gostar

Já vivi muito tempo para aprender que há pessoas com as quais a gente nunca vai se dar bem, não importa o quanto nos esforcemos pra isso. Pessoas com as quais nossos santos não combinam. Esse tipo de animosidade faz parte da dinâmica de relacionamento entre as pessoas. Acontece e pronto.

Essa antipatia não traria grandes problemas se somente ocorressem entre pessoas que não frequentassem o mesmo círculo de familiares ou amigos. Sabe aquele chatonildo do trabalho? Pois é..., a gente se limita a falar com ele apenas o essencial e, quando o expediente acaba, não temos mais que aturá-lo, dividir uma mesa de barzinho com ele, almoçar ou jantar fora com a criatura desagradável, ou mesmo frequentar a casa um do outro. Podemos simplesmente evitá-lo, riscá-lo de nossa vida social.

Mas, quando essa animosidade ocorre entre pessoas da mesma família, a coisa pega. Há que se ter muita diplomacia - e, convenhamos, uma certa dose de "falsidade" - pra lidar com essa situação. Você não suporta a pessoa, sabe que ela também não lhe tolera, mas tem que cumprimentá-la com educação - afinal, você se considera uma pessoa civilizada. - e, vez por outra, travar alguma conversa com ela. Mas a verdade é uma só: se ela não fosse da sua família, ela não figuraria na sua agenda de endereços nem na lista de convidados para eventos promovidos por você, o número dela não estaria no seu celular e, definitivamente, ela não faria parte da sua relação PESSOAS COM AS QUAIS EU DESEJO SOCIALIZAR.

O problema é que, para o resto dos membros da família ou amigos mais chegados, isso é um PECADO. E, muitas vezes, as pessoas veem a repulsa que você sente pela pessoa como um sinal de ódio. E a verdade é que não é nada disso. Você apenas não gosta daquela pessoa, não se sente bem na presença dela, não confia nela como não confiaria numa serpente, e, simplesmente, quer manter o menor contato possível com ela. Troca de palavras com ela apenas se limitando a um breve "Olá, tudo bem?" e um "Tchau, até mais ver!" E, cabe ressaltar, você tem TODOS OS MOTIVOS para se sentir assim em relação à criatura.

Nada a ver com ódio, portanto. Simplesmente é um "não gostar". E ninguém é obrigado a gostar de todo mundo. Mas somos, sim, obrigados a ser civilizados e a tratar todos - mesmo os nossos desafetos - com respeito. A não ser, claro, que eles não mantenham essa mesma política e tentem passar dos limites conosco. Aí, não tem jeito. Desça do salto, incorpore a maria-do-mangue e vai pra cima. Claro que com a reação proporcional à ação. Aos inimigos, a forma da lei.

Assim, abomino esse papinho de que a vida é curta demais pra perdermos tempo com rancores bobos, ódios, e que é preciso perdoar sete vezes sete a perder de vista. Coisa nenhuma! Na minha opinião, a vida é curta demais pra perdermos tempo com gente que não vale nada, já provou que não merece nossa confiança e amizade, e não procura melhorar, evoluir, sempre se repetindo nas merdas que fazem e nos tornando reféns de suas atitudes desprezíveis.

Dessas pessoas, quero distância, sim. E quem quiser que vá com seus discursos de seres evoluídos pras bandas de outrem. Quando se trata de gente que não presta, sou primitivíssima. Pau neles!

Um comentário:

Rita Tavares disse...

Minha amiga, adorei o post de hoje, e sei exatamente o q eh isso, pois ja passei com a familia do Zeca, e esse ano passei com uma cobra q entrou na minha casa disfarcada de santa Maria, um caos.... A familia estamos bem longe, entao, soh vou aturar nas ferias e olhe la, e a cobra, gracas a Deus esta a milhas e milhas de distancia, pessoas assim, realmente temos que ter distancia, abomino a falsidade, e principalmente qd a pessoa eh uma santa na frente de todo mundo, faz a sua caveira, e fica rindo por tras, eh nojento. Eh a vida!!!
Beijos